Sempre tive o desejo de ter uma Coluna, onde pudesse escrever, contar coisas, aconselhar, interagir mais com os noivos e seus familiares, buscando, com isso, ouvir, ajudar, esclarecer dúvidas e debater assuntos que sempre geraram polêmicas, quando o tema é casamento.
Esta é a primeira versão da Nossa Coluna. Certamente meu objetivo é torná-la cada vez melhor, mais útil, mais instrutiva, mais dinâmica.
Enfim, vendo meu desejo finalmente realizado, aqui está a "nossa" Coluna, "batizada" de "Entre Nós", pela qual me permitirei, de certa forma, fazer parte do momento mais emocionante da vida de tantas pessoas, mesmo sendo elas para mim desconhecidas, podendo exercitar com muito prazer a minha grande paixão: o Cerimonial de Casamentos.
A todos vocês, meu abraço carinhoso.
Ana Paula Figueiredo
Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.
A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escreva-la em outro lugar e assim sucessivamente.
Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.
Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse.
Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.
"Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.
Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo.
Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir.
Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.
Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros. "Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira.
Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília.
Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam.
Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.
Porém, eu nunca duvidei do amor ,entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.
Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar.
O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena.
Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.
Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos. Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bênçãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.
Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.
Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.
O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã.
E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa.
Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa.
Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu. "Neoqeav" foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.
Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.
Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser.
Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.
Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:
"Mas o que Neoqeav significa?".
Não está?
Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"
Sejam felizes! ... E, quem sabe vocês possam começar HOJE o seu jogo NEOQEAV com quem vocês amam...e assim deixar um exemplo de amor...
Vocês resolveram se casar. Marcaram a data e, para oficializar esta decisão, vão comemorar o noivado.
A noiva nem pode esperar: depois de um tempão de namoro, vai exibir a mão para as amigas e a mãe, mostrando seu lindo anel. Mas não se esqueça: jóias devem ser recebidas e nunca pedidas. Principalmente essa.
Neste ponto, é bom esclarecer que a velha regra de deixar o homem se manifestar, continua valendo. Sendo assim, o gesto e a iniciativa de tocar no assunto ou presenteá-la devem partir dele.
Você, como toda "noiva feliz", pode no máximo falar que "não vê a hora de trocar as alianças na igreja..." De repente, ele pode ligar uma coisa a outra, entendeu?
Uma jóia é para sempre! Por isso, na hora de escolher, lembrem-se de que ela não deve estar ligada a modismos e nem deve ser tão exuberante a ponto de não combinar com outros acessórios. Afinal, é para usar muito, não?? Aliança ou anel?
O que vocês preferirem e as finanças permitirem. A aliança é mais elegante e versátil. Porém, se o sonho dela é um enorme solitário e o noivo puder bancar, por que não? E quanto aos gastos com a jóia?
É considerado falta de sensibilidade e romantismo falar do preço de um anel de noivado como se discute o orçamento da reforma da cozinha.
Desse modo, meninos, se estiverem apertados, não queiram esnobar, carregando sua amada até uma joalheria. Comprem o que estiver dentro das suas possibilidades e, sem nenhuma explicação, façam aquela surpresa.
Se a opção for escolher juntos, o noivo deve preparar o cenário. Vá antes a uma joalheria de confiança e diga à vendedora até quanto pode gastar, pedindo que separe uma bandeja com anéis e alianças dentro desse limite.
Assim, na hora que chegarem, a noiva poderá escolher entre todos aqueles modelos e o noivo poderá fazer aquela cara de "escolha-o-que-quiser-faço-tudo-para-ver-você-feliz" sem se preocupar com o saldo no banco.
Será melhor para os dois. Anel de família? Muito romântico o noivo presentear sua amada com o anel que foi da mãe, da avó e da bisavó dele. Aceite, mesmo que não seja bem o que você imaginava.
E mais: levante as mãos aos céus por ter encontrado alguém que ame tanto você a ponto de querer compartilhar seus bens mais afetivos. Com o tempo, esse mesmo anel poderá ser reformado, enriquecido e continuará a ser o mesmo e valioso anel "de família".
Fonte: Folha de Niterói em 13 a 19 de maio de 2006.(www.folhanit.com.br)
As condições do clima e a proximidade de feriados nacionais (principalmente antecedendo os finais de semana), são algumas das considerações que devem ser feitas na hora da escolha dessa data tão importante.
Segundo Roberto Cohen, - um dos mestres do cerimonial - "cada mês reúne uma série de características que podem contar a favor ou contra a ocasião".
Em geral, a noiva já tem uma data em mente. Entretanto, como os serviços são programados com antecedência, é preciso ter agilidade no "bloqueio" desta data na agenda dos fornecedores de produtos e serviços que estarão envolvidos no evento. Assim, em caso de inconvenientes, seremos informados imediatamente, buscando, então, outros parceiros igualmente competentes.
A seguir, devemos avaliar, na primeira entrevista com os noivos, que tipo de cerimônia e/ou recepção pretendem oferecer, bem como o local que desejam.
Vale observar se a época não coincide com a ocorrência de chuvas ou frio excessivo, como também, períodos de festas: natal, ano novo, carnaval e reveillón, que costumam lotar os hotéis e salões.
Veja aqui alguns exemplos:
JANEIRO: Mês quente, desfavorável a casamentos pela manhã ou à tarde. Considerado de alta temporada, elevando os custos da lua de mel.
FEVEREIRO: As noivas devem optar por tecidos leves e modelos sem mangas, pois continua muito quente. Há hotéis lotados em virtude do carnaval. Mês pouco disputado nas casas de festas. Continua a alta temporada.
MARÇO: O clima é um pouco mais ameno à noite, porém, o mês é muito disputado. Fim da alta temporada, os custos com a lua de mel são mais baixos.
ABRIL: O clima é mais fresco favorecendo casamentos matinais, mas a Páscoa e a Semana Santa restringem as opções de datas. Entretanto, viabilizam fins de semana prolongados para casais sem tempo para viagens de lua de mel prolongadas.
MAIO: As flores estão mais caras em virtude do Dias das Mães, porém mais bonitas. O clima já está bem agradável para casamentos diurnos. Foi considerado o mês das noivas (em decorrência das comemorações da Igreja Católica, como sendo o mês de Maria). Atualmente observa-se uma procura moderada nas agendas de igrejas e salões.
JUNHO: As rosas são raras e as outras flores estão mais caras em virtude do Dia dos Namorados. O clima é de friozinho. Casamentos diurnos são mais agradáveis.
JULHO: Mês frio, de férias e de flores escassas. De volta a alta temporada, o inverno proporciona excelentes opções de lua de mel nas regiões serranas do país.
AGOSTO: Mês de abundância de orquídeas e frio excessivo, principalmente à noite. Casamentos ao ar livre não são recomendados, por sua instabilidade climática, com fortes chuvas ocasionais e ventos repentinos. Esquecidas as infundadas superstições, tem sido um mês de boa procura nas agendas. Os pacotes de lua de mel são bem mais baratos.
SETEMBRO: Mês muito disputado nas Igrejas e salões, com lindas flores em profusão e pacotes de lua-de-mel tem custos bem razoáveis. Extra-oficialmente, já é considerado, segundo algumas estatísticas, como o "novo" mês das noivas.
OUTUBRO: Clima ameno proporcionando agradáveis cerimônias em horários diversos. Porém, o mês é bastante procurado para seminários, congressos e outros eventos empresariais, ocasionando hotéis e salões com alta demanda de ocupação.
NOVEMBRO: Clima um pouco mais quente, mas ainda com muitas opções de flores. Noites ainda frescas proporcionam a noiva modelos mais leves e ambientes de festas muito agradáveis.
DEZEMBRO: Mês muito procurado nas Igrejas e salões, apesar da concorrência com as festas de fim de ano, talvez, em função do 13 salário. Flores mais caras em função do calor e das festas de fim de ano, que ocasiona muitas vezes na importação. Pacotes de viagens mais caros, principalmente para o exterior, em decorrência da alta temporada e dos invernos americano e europeu. Temporada ideal nas estações de esqui.
Fonte pesquisa: Internet
Minhas congratulações aos "corajosos" casais que se casam após anos de convivência, festejando com toda pompa e circunstância. Acho isso o máximo!
Afinal, este período simboliza - o marco - de um compromisso, antecipando um futuro relacionamento íntimo e duradouro.
A opção de morarem juntos, sem oficializar o casamento, acontece também na França e na Itália, onde centenas de casais passam pelo "Casamento de Experiência". Vivendo uma fase de conhecimento e ajustes, antes do casamento e da chegada dos filhos.
Atualmente, muitos casais anunciam o casamento, depois de anos vivendo juntos, resolvendo oficializar a relação. Após anos juntos, buscam legitimar sua vida afetiva.
Um verdadeiro casamento - sem ilusão na inabalável felicidade - e apoiado na prova incontestável, de que a convivência teve êxito, sobrevivendo, até mesmo, à tão temida rotina!
Isso nada mais é do que a celebração de um companheirismo, que deixou de temer os fantasmas de aprisionamento jurídico e as conhecidas tormentas e crises conjugais.
Uma aposta tranqüila e experiente do casal, que deseja continuar junto e partilhar com seus filhos, familiares e amigos, a vida e a casa que, de antemão, já construíram.
O polêmico Rod Stewart disse, certa vez, que todo casamento deveria ser submetido à mesma licença concedida aos animais domésticos na Inglaterra: com uma renovação anual.
Sua bem humorada sugestão lembra que a união pode deteriorar-se ou ficar apenas doente, sendo necessárias medidas para revitalizar o amor e o respeito recíproco em meio ao conseqüente desgaste cotidiano.
Em certos casos, depois de esgotados todos os esforços, a relação talvez não tenha mais sentido. É claro que pode acontecer!
Mas, caso queiram seguir a sugestão do roqueiro, meu conselho é que sigam a tabela da comemoração de bodas. Comemorem o amor, ano após ano de convívio! E de alguma forma - agradeça o tempo vivido e compartilhado com esse alguém tão especial em sua vida!
Isso realmente merece uma grande festa!
Um beijo e muitas felicidades a vocês!
Ana Paula Figueiredo